Sexta-feira, o Papa Bento XVI divulgou uma encíclica afirmando que o ateísmo é o responsável por algumas das "maiores formas de crueldade e violação da justiça" da história.Obviamente o Papa se esqueceu de citar as mulheres queimadas vivas como bruxas na Santa Inquisição e as incontáveis mortes por AIDS na África devido à proibição papal ao uso de preservativos. Sem falar que o Deus do velho testamento, em diversas passagens, ordena o abuso de mulheres, a morte de todos aqueles que não crêem nele e muitas outras bizarrices. Não é invenção minha não, pode procurar, todo mundo tem uma bíblia em casa.
Se você esteve em Marte nos últimos meses deve estar se perguntando porquê o Papa está tão preocupado com os ateus. É tudo por causa de um crescente movimento ateísta que vem emplacando um best-seller atrás do outro nas paradas literárias - até aqui no Brasil o livro-aríete do movimento, "Deus, um delírio", de Richard Dawkins, apontou na lista dos 10 mais vendidos. Outros sucessos incluem "Letter to a Christian Nation", de Sam Harris, "Breaking the Spell", do filósofo Daniel Dennet, e "God is not Great", de Christopher Hitchens.
O tal movimento ganhou nome: "Novo Ateísmo", e parece ter motivado um monte de católicos passivos - aquelas sujeitos que dizem acreditar em Deus mas que nunca vão à missa nem oram antes das refeições - a "sairem do armário" e se declararem ateus. Na verdade, "sair do armário" é uma expressão muito apropriada: o ateísmo sempre foi um tabú, e agora as pessoas estão discutindo o assunto abertamente e perdendo o medo de declararem suas crenças - ou a falta delas.
Não vou usar este espaço para dizer se você deve ou não acreditar em Deus, mas acho que vale a pena ler pelo menos "Deus, um delírio", nem que seja para discordar. Seja para malhar ou para apoiar as afirmações do livro, o assunto rende. Se seu inglês é bom e você quiser um bom "enxugue" de toda essa história, dê ao menos uma lida neste artigo da Wired.
O tal movimento ganhou nome: "Novo Ateísmo", e parece ter motivado um monte de católicos passivos - aquelas sujeitos que dizem acreditar em Deus mas que nunca vão à missa nem oram antes das refeições - a "sairem do armário" e se declararem ateus. Na verdade, "sair do armário" é uma expressão muito apropriada: o ateísmo sempre foi um tabú, e agora as pessoas estão discutindo o assunto abertamente e perdendo o medo de declararem suas crenças - ou a falta delas.
Não vou usar este espaço para dizer se você deve ou não acreditar em Deus, mas acho que vale a pena ler pelo menos "Deus, um delírio", nem que seja para discordar. Seja para malhar ou para apoiar as afirmações do livro, o assunto rende. Se seu inglês é bom e você quiser um bom "enxugue" de toda essa história, dê ao menos uma lida neste artigo da Wired.
